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O Prof. Doutor Victor Gil fez parte do painel de discussão responsável por comentar alguns dos tópicos apresentados pelo Prof. Doutor Robert Welsh durante a sua palestra “Mudar o paradigma na proteção vascular”. Em entrevista ao CardioTalks, o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia considera que o estudo COMPASS foi uma importante fonte de informação, tendo mostrado que “no universo da doença aterotrombótica”, a estratégia de dupla inibição da trombose é benéfica em “subpopulações de maior risco”. Assista ao vídeo.
“Mudar o paradigma na proteção vascular” foi o tema central do segundo segmento da Reunião Leading the Heart 2019, intitulado “Next achievements”. O COMPASS foi um dos estudos abordados pelo cardiologista de intervenção do Mazankowski Albert Heart Institute (Canadá), o Prof. Doutor Robert Welsh, que aprofundou alguns dos resultados deste ensaio clínico que demonstrou as mais-valias do tratamento com a dose vascular de rivaroxabano (2,5 mg duas vezes/dia) + aspirina (100 mg/dia) na prevenção de eventos isquémicos, particularmente em alguns subgrupos de doentes de maior risco isquémico.
De acordo com o Prof. Doutor Victor Gil, alguns dos doentes incluídos no estudo COMPASS já tinham tido enfarte do miocárdio, doença coronária e/ou doença arterial periférica, indo ao encontro do já observado no registo REACH “em que havia este conceito da doença coronária, cerebrovascular e periférica como fazendo parte de um todo que é a doença aterotrombótica”. Tal como o presidente da SPC sublinha as subpopulações de maior risco são as que mais beneficiam “com uma estratégia agressiva de tratamento”, ou seja, com a dupla inibição da trombose.
Contudo, para concluir, o Prof. Doutor Victor Gil lembra que o foco tem de ser, não só “no problema da aterosclerose e da aterotrombose”, mas sim no conjunto formado pela mudança para estilos de vida saudável, no controlo “muito agressivo dos lípidos” e em outros gestos que, no seu todo, permitirão “um next achievement”.
