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Realizou-se no terceiro dia de ESC 2018 o simpósio satélite “Setting the COMPASS into new directions”, promovido pela Bayer AG, que contou com a participação de um dos investigadores principais deste estudo, o Prof. Dr. John Eikelboom. Em entrevista ao Cardiotalks, o professor associado da McMaster University (Canadá) explica de que forma é que o anticoagulante oral direto rivaroxabano demonstrou ter melhores resultados no contexto da doença arterial coronária (CAD) crónica e da doença arterial periférica (PAD). Assista ao vídeo.
O Prof. Dr. John Eikelboom começa por contextualizar o ensaio clínico COMPASS, explicando os objetivos e o desenho do estudo. No que respeita aos resultados, o especialista refere que a “combinação de rivaroxabano com aspirina reduziu o outcome primário, composto por morte cardiovascular, acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio em 24%”.
No que respeita ao número de eventos hemorrágicos, o professor associado do Departamento de Medicina da McMaster University (Canadá) refere que houve “um aumento de hemorragias major em 70%, principalmente hemorragias gastrointestinais”. Na perspetiva do Prof. Dr. John Eikelboom, “é preciso ter em consideração as hemorragias, mas houve, claramente, um benefício clínico NET”.
“Quando os clínicos estão perante um doente com doença arterial coronária ou doença arterial periférica, devem lembrar-se que os benefícios são tão evidentes que devem tratar a maioria destes doentes com a combinação”, frisa o Prof. Dr. John Eikelboom, ressalvando, no entanto, que devem “começar por selecionar aqueles que representam um maior risco”, ou seja, “com a doença em mais do que um leito vascular como, por exemplo, com CAD e PAD”, “a população apenas com PAD que tem um risco muito elevado” e, por outro lado, “doentes com CAD que também tenham insuficiência cardíaca estável, insuficiência renal ou diabetes”.
Para concluir, o médico menciona algumas análises de custo-benefício para mostrar que “em países europeus, rivaroxabano demonstrou uma relação custo-eficácia”, particularmente em doentes de risco mais elevado.

